Faemg Senar

Vozes do Agro

Toda atividade econômica produz conhecimento.
Poucas conseguem transformá-lo em narrativa.

O agronegócio brasileiro está entre os setores mais relevantes da economia nacional. Ao mesmo tempo, é um dos mais difíceis de representar. Enquanto a produção se torna cada vez mais sofisticada, sua comunicação ainda costuma recorrer a um repertório visual limitado, baseado em símbolos que identificam o campo, mas dizem pouco sobre sua complexidade.

Essa distância entre realidade e percepção cria um desafio para projetos editoriais dedicados ao setor. Informar já não basta. É preciso construir uma linguagem capaz de organizar diferentes perspectivas sobre um universo formado por tecnologia, território, gestão, pesquisa e, principalmente, pessoas.

O Vozes do Agro, programa do Sistema Faemg Senar, nasceu justamente com esse propósito: aproximar o campo da sociedade por meio de conversas, histórias e conhecimento compartilhado. Depois de consolidar sua presença como podcast, o projeto evoluiu para um formato em vídeo, ampliando sua capacidade de diálogo e exigindo uma identidade compatível com essa nova fase.  

Desafio

A nova identidade precisava acompanhar uma transformação editorial. Mais do que atualizar a aparência do programa, era necessário construir um sistema visual capaz de refletir sua proposta: interpretar o agro a partir das vozes que o compõem. Isso significava evitar os códigos gráficos que tradicionalmente representam o setor e desenvolver uma linguagem capaz de comunicar profundidade, diversidade e movimento.

Direção Estratégica

A estratégia partiu de uma mudança de perspectiva. Em vez de perguntar como representar o agronegócio, a pergunta passou a ser como representar a forma como ele é compreendido.

Essa leitura levou à construção de um sistema baseado em três princípios complementares: território, profundidade e caminhos. O território estabelece a base física do agro. A profundidade revela o conhecimento acumulado em suas diferentes camadas. Os caminhos representam as conexões que unem produtores, especialistas, pesquisadores e consumidores em torno de uma mesma cadeia de valor. 

A identidade deixa, assim, de ilustrar uma atividade econômica para funcionar como uma estrutura capaz de organizar diferentes narrativas sobre ela.

Insights

O sistema gráfico utiliza referências cartográficas e topográficas para transformar o território em linguagem. As linhas deixam de funcionar como elementos decorativos e passam a representar leitura, percurso e descoberta. Cada composição sugere que compreender o agro exige percorrer suas camadas, e não apenas observar sua superfície. 

Essa lógica também orienta o motion design. A vinheta surge integrada ao conteúdo, constrói gradualmente seu próprio território visual e retorna à transparência ao final da animação. A identidade não interrompe a conversa. Ela prepara o olhar para ela. 

Efeito

A evolução do Vozes do Agro para um formato audiovisual exigia mais do que uma atualização estética. Exigia um sistema capaz de acompanhar um projeto editorial em expansão.

Ao substituir símbolos tradicionais por uma linguagem baseada em território, profundidade e conexões, a identidade amplia a capacidade do programa de abordar diferentes temas sem perder unidade. O resultado é uma plataforma visual preparada para crescer junto com um conteúdo que já se consolidou como um canal de informação e diálogo para o agronegócio mineiro.