Circuito Nacional do Café

O projeto unifica e reposiciona o café brasileiro como território, experiência cultural e econômica.

Imagine liderar uma marca com produção centenária, vestígios de história e grande valor simbólico, mas perceber que a conexão com a nova geração de turistas e consumidores está se perdendo. Essa era a situação da rota que liga regiões cafeeiras de Minas Gerais e São Paulo e agora nomeada “Circuito Nacional do Café”.

A economia do café é central no Brasil. A rota tradicional da produção do grão, entre Minas e São Paulo até o Porto de Santos, foi formalmente reconhecida como Monumento Nacional pela Lei 14.718/2023. Esse título confere legitimidade institucional e abre uma plataforma para turismo, cultura e valorização de origem.

O Circuito Nacional do Café integra atualmente 51 municípios produtores, abrangendo regiões como Alto Paranaíba, Sul e Sudoeste de Minas e a Mogiana Paulista. A escolha de Varginha como “Marco Zero” da rota reforça seu protagonismo histórico e logístico no escoamento do café brasileiro. Segundo estimativas recentes, o fluxo turístico nas regiões participantes poderá crescer até 33,5%, impulsionando o turismo rural, a gastronomia e a economia local. A iniciativa reforça o papel simbólico do café brasileiro: de grão a experiência; de produção a cultura; de regional a nacional.

Dentro desse ecossistema, o turismo cultural e gastronômico cresce rapidamente. Municípios produtivos que enfrentavam estagnação encontram no turismo uma oportunidade de revitalização. Por meio de experiências “do pé à xícara”, visitantes conectam-se à origem e à história do café no Brasil. O desafio era transformar esse potencial em narrativa de marca e experiência integrada, mobilizando produtores, municípios e visitantes.

Desafio

O desafio central: transformar uma rota dispersa de produção e escoamento do café em uma narrativa de marca unificada que gerasse tráfego turístico, engajamento cultural e impulso econômico local.

Várias limitações:
• A rota abrange mais de 50 municípios entre Minas e São Paulo, cada um com grau distinto de infraestrutura e maturidade turística.

• Era necessário padronizar identidade, sinalização e experiência, preservando autenticidade local (IGs, terroir).

• O café precisava ser elevado de commodity a experiência cultural e sensorial.

• Era essencial medir impacto em fluxo, ticket médio, engajamento e geração de valor local.

A régua de sucesso foi definida por três dimensões: atração turística, fortalecimento da cadeia do café e valorização cultural mensurável.

Direção Estratégica

Para resolver isso, o projeto avançou em três frentes:

Mapeamento do ecossistema

Analisamos regiões de origem, infraestrutura turística, calendário de eventos e benchmarks de rotas gastronômicas e culturais. O reconhecimento como Monumento Nacional se tornou âncora de comunicação e legitimidade.

Insights

Origem é marca / As regiões com IG/DO (como Alta Mogiana, Cerrado Mineiro, Mantiqueira) já carregam autoridade e autenticidade. A rota deveria amplificar essas origens como capítulos.

Experiência é diferencial / O público busca vivências, não apenas visitação. Degustações, tours sensoriais e trilhas precisavam ser estruturados.

Formalização é impulso / A chancela federal abriu portas para parcerias com Embratur, cooperativas e secretarias de turismo.

Posicionamento / Siga o caminho do sabor.

Públicos-alvo / Turistas culturais e gastronômicos, ciclistas e trilheiros, produtores e cooperativas, municípios e operadores de turismo.

Metas principais:

+10 000 usuários no mapa e app de passaporte digital

+25–35% no fluxo turístico no 1º ano

+15% no ticket médio de estabelecimentos

+50 participantes certificados com selo de origem

Efeito

O lançamento oficial na Expocafé 2025, em Três Pontos (MG), consolidou o Circuito como projeto de escala nacional e referência em turismo de origem. O reconhecimento federal garantiu ampla cobertura em mídia nacional e regional. A rota articula hoje 51 municípios, incluindo Alto Paranaíba, Sul e Sudoeste de Minas e Mogiana Paulista, com Varginha como Marco Zero. A cidade simboliza a conexão entre produção, história e logística do café no Brasil. Projeções indicam crescimento de até 33,5% no fluxo turístico e expansão significativa do turismo rural e gastronômico.

Em 12 meses, o circuito deverá:

O Circuito reforça o papel simbólico do café brasileiro: de grão a experiência, de produção a cultura, de regional a nacional.

Ficha Técnica

Projeto: Identidade Visual.
Cliente: Circuito Nacional do Café — Minas Gerais / MG — Brasil.
Serviços: Branding territorial, design estratégico, posicionamento cultural,
identidade institucional e aplicação multicanal.
Período: 2025 — Status: Em implementação.

Agência: 18 Comunicação — Belo Horizonte / MG — Brasil.
Direção Criativa: Adriano Moreira — Redação: Araceli Mesquita.
Atendimento: Marina Amaral — Equipe de Produção: 18 Comunicação.
Design Estratégico e Identidade Visual: Estúdio Borgo / Guilherme Borgo.

Escopo:
→ Estratégia de posicionamento e arquitetura de oferta da rota.
→ Identidade visual completa e linguagem verbal.
→ Sistema de sinalização e marcos físicos (totens, placas, selos).
→ Linha de produtos colaborativos e guia do viajante.
→ Calendário de ativações (gastronomia, esporte, cultura) e press kit.